O presente da Vida

A noite de ontem (04.12.2017) tinha tudo para ser memorável e especial.

O Benício fez seu primeiro jantar sozinho – macarrão com manteiga e peito de peru, aprendeu a lidar com o fogão, como não se queimar, e as medidas que se usa para preparar o alimento, além de exercitar a paciência na espera da água ferver, para daí colocar o macarrão para cozinhar. Éramos alegria pura, cada um ajudando um pouco e ensinando passo a passo, desde pegar os ingredientes, organizar o entorno do fogão, colocar a mesa, guardar o que não vai mais usar.

Após se deliciar com sua comida favorita, eis que ele vem correndo me dizer: “mamãe, você comprou alguma coisa na loja “X”?”. Eu não entendi o motivo da pergunta, até porque eu havia comprado, para dar de Natal. E eu disse: “Como assim, por que você está perguntando isso?” E ele respondeu: “Eu encontrei uma embalagem no lixo, com um selo transparente da marca”. Que mancada a minha! Eu havia tirado do pacotinho, que eu não tinha percebido selo algum, pois era metálico transparente, e colocado a camiseta (que era o presente, que ele tanto queria) para lavar e secar – ainda estava na secadora, para após isso embrulhar e guardar para a noite de Natal.

Nem aproximando a foto eu vejo o selo, que estava nesse saquinho de 20x30cm, em cima de uma caixa que eu ia levar pro lixo, no chão.

Ele estava eufórico, e como eu não vejo sentido em esperar datas comemorativas para fazer algo que eu gosto muito, que é dar meu amor mesmo que em forma de presentes – muita gente fala mal do ato de presentear com coisas, mas eu acho que não há grandes problemas quando você não ensina o valor das coisas, e sim do ato em si, quando você faz algo por amor e não por obrigação – eu falei: senta aí que eu vou dar hoje seu presente! Então ele pediu: “você pode embrulhar e esconder pra mim?”. Ele sempre amou a sensação de surpresa, de ter que procurar algo, mesmo que a gente tenha brincado de que não era Páscoa. E então ele complementou: “Eu vou esconder também o presente de Natal de vocês, da mamãe e do papai!”. E a gente nem sabia que ele tinha um presente para nós! Naquele momento, quem ficou surpreso, fomos nós! E ele pediu que nós procurássemos primeiro, e foi dando dicas de “está quente, está frio”, enquanto andávamos em busca de algo.

Quando encontrei, sendo que fui a primeira designada a procurar, foi uma grande emoção: ele havia confeccionado seu próprio papel de embrulho, totalmente personalizado para mim. Aquilo ali já encheu meu coração de alegria e gratidão. Ao abrir a embalagem, com todo cuidado do Mundo para não rasgar (e ele disse que não colou muito para que eu pudesse guarda-la), eis que aparece um outro cartão, lindo, escrito a mão, com desenho do Papai Noel puxando o trenó no envelope e, dentro, com o desenho do dia do nascimento dele, onde ele disse que representa eu deitada na maca, e o médico retirando o bebê (ele) de dentro de mim. Que coisa mais incrível! Tem presente melhor do que esse?

E como se não bastasse, havia ali uma caneta, que segundo ele, era para eu usar para escrever minhas histórias e estudos de alemão. Que percepção a dele! E para completar, alguns chocolates que ele ama, pra ver se eu começo a gostar. Enchi ele de beijos e abraços, e fiquei tentada a saber onde quando ele comprou tudo aquilo, e ele disse: “Lembra aquele dia que fomos ao mercado e eu pedi pra sair um pouco sozinho? Eu peguei meu dinheiro do cofrinho e fui comprar pra vocês esses presentes. Eu fiz sozinho. Gostou mamãe?”. Eu havia amado, muito mais do que gostado!!!

Surpreendentemente fofo e tocante!

E assim seguiu a noite. O presente do meu marido e a embalagem também deram vontade de chorar de alegria. Ele teve muita sensibilidade em montar esses presentes, e estava há semanas guardando em uma gaveta que me proibiu de chegar perto! Ele, que é super ansioso, e não consegue esperar nem um minuto por algo que queira, havia conseguido esperar quase 1 mês, e esperaria mais, se não fosse pelo episódio do meu descuido.

Chegara a sua vez. Ele tinha que procurar então, o que eu gostaria de dar a ele. E para disfarçar, coloquei em uma sacola de mercado, pois não havia tido tempo de providenciar um papel de presente – poderia ter feito como ele, não é mesmo?

Ele procurou e procurou, e quando encontrou, ficou elétrico de felicidade. Era simplesmente uma camiseta, mas de um personagem de jogo que ele é apaixonado – o mesmo que tira nosso sono aqui, porque ele quer jogar a todo instante. Mas eu pensei que seria algo que ele ficaria feliz em vestir. E por isso quis entregar já lavada, pronta para vestir, pois ele o fez imediatamente.

A noite seguia animada, mas ele estava ligado no 220V. Estendemos demais a brincadeira e estava na hora de se arrumar para dormir. E aí começou a saga: “Benício, vai escovar os dentes e vestir o pijama”. E multiplica isso por 15 vezes!!! Sim, ele não estava escutando o que eu falava, e o horário limite para dormir (para acordar cedo e disposto no dia seguinte). Eu fui ao quarto de visitas para estudar, e meu marido estava na sala fazendo o mesmo, enquanto aguardávamos ele fazer o básico de todas as noites, para então dormir.

Foi quando o meu marido disse: “Você está sentindo um cheiro de queimado?”. E eu estava tão concentrada nos estudos que nem percebi, mas quando ele disse, senti o cheiro também. Aí falei: levanta e vai ver o que é. Quando fomos ver em todas as tomadas e cozinha, o Benício grita: “O cheiro está aqui no meu quarto”. Achamos estranho e fomos lá ver. O cheiro vinha da luminária de chão dele, de papel, mas não entendia o motivo. Já havia fumaça e doía o pulmão para respirar. Então ele disse: “Eu joguei minha camiseta lá atrás do abajur porque estava bravo com você”. E então entendemos o que acontecera, mandei ele sair imediatamente de lá, abrimos todas as portas e janelas num frio de -1 grau, desliguei o abajur da tomada e vimos, dentro dele, a camiseta que eu tinha acabado de dar o Benício, em chamas!  Meu marido colocou tudo para fora (bendita varanda) e conseguiu apagar, ficando os danos apenas emocionais e nesses dois itens.

A lâmpada da parte inferior totalmente queimada!!!

Se a gente for pensar, em coisa de poucos minutos (ou segundos), poderíamos ter vivido um terror ou uma tragédia ali mesmo, pois o abajur era de papel e o teto logo acima de onde a luminária estava encostada, era de madeira, e sendo um prédio antigo, não haveria muita chance de apagar o fogo, sem extintor ou mangueira. Estávamos assustados, perplexos por uma atitude impensada que poderia facilmente ter nos custado a vida.

Na hora arrumei a cama dele na sala, onde o cheiro de fumaça era mais fraco, e mandei-o dormir. Não dei atenção, fiquei sem reação, e com medo de uma ação impensada, preferi assim. Fui ao quarto voltar a estudar, e não consegui. Eu só conseguia pensar que Deus havia nos permitido viver e rever o que estava havendo nesse lar. O quanto a gente precisa aprender a controlar nossa raiva e angústias, pois não sabemos onde o fogo vai queimar: dentro de nós ou no mundo externo. Sabia que aquilo era o reflexo, uma mensagem do Universo, de alguma coisa que não estava indo bem. Peguei minha coberta e travesseiro, e fui deitar com meu filho.

Chorei baixinho, e o vi engolir o choro. Ele não estava entendendo nada, para ele aquilo tudo era uma brincadeira, porque ele não viu as cinzas da fumaça, segundo ele. A noite foi tensa e intensa. Agradeci muito a Deus e pedi a ele forças para me tornar melhor e conseguir educa-lo da forma que for mais amorosa e necessária. Mas ainda agora, isso tudo não sai da minha cabeça, e eu precisava escrever isso tudo como forma de desabafo. Faço isso aqui, com lágrimas nos olhos, mas consciente da minha responsabilidade nisso também.

Um abraço forte, e que fique na memória, apenas o aprendizado e a beleza dos presentes que ele (e Ele) nos deu!

PS: Hoje cedo, ele pediu para ir a escola com a camiseta. Eu falei que não seria possível, pois ela estava no lixo, toda queimada. Ele riu e não acreditou, e foi procurar pelos lixeiros da casa. Não encontrou, pois havíamos deixado também na varanda, para não ter o cheiro impregnado novamente no apartamento. E ele viu o estrago. Não podia acreditar!
Foi até seu cofrinho, perguntou quanto eu havia gastado para comprá-la, e que iria me pagar. Eu falei que o valor monetário não fazia diferença alguma, e que a vida vai dar sempre um jeitinho de nos mostrar quando precisamos parar e rever nossas atitudes e caminhar. Que levemos disso tudo, o aprendizado maior: de semear a paz em família e por onde andarmos, pois a raiva e o ódio alimentam o pior dentro de nós, e podemos ter que reaprender de novo e de novo, de forma mais ou menos dolorida.

O estado da camiseta!
Imagina, dentro de nós, como não fica quando a gente se incendeia de sentimentos ruins e destrutivos!!!

E por ironia do destino, hoje eis que me surge uma mensagem:

“E eu te desejo paz e serenidade para aceitar o dia de hoje como o cenário onde as bençãos que você precisa experimentar se desenrolem. Que você encontre a tranquilidade necessária para permitir que a vida seja, independentemente das expectativas que você tenha construído para o agora. Existe uma sabedoria superior em cada folha que cai de árvore, em cada botão de flor que desabrocha – eu te desejo aceitação. Brigar com o que é não faz seu agora ser melhor, apenas revela a fragilidade oculta por detrás de seu Ego. Relaxe e confie. Existe muito amor para você neste Universo.”

Medo de falar em público

Era domingo à noite. Enquanto eu preparava o jantar do Benício e ele assistia vídeos de curiosidades no YouTube, eu ouvia de longe mas aproveitava para dar uma geral na geladeira. Eu sou a senhora potinhos. Tenho costume de guardar o que resta de comida das refeições, mesmo que nem sempre elas sejam reaproveitadas. E nesse momento arrumação, ouvi um dos conteúdos que o Benício assistia, que falava sobre o bulllying. E a parte específica era sobre, em sala de aula, quando um colega estivesse lendo um texto na frente da classe, que não rissem ou debochassem, pois isso poderia ser prejudicial para o desempenho e desenvolvimento da criança, sendo que nem todas se sentem confortáveis em ir a frente e ler ou falar sobre algum assunto.

E isso me fez lembrar tanto a minha infância! Lembrei-me do total desespero que eu sentia a cada situação onde a professora escolheria aleatoriamente alguém para uma leitura ou para compartilhar algum assunto. Eram momentos de aflição, terror, angústia.

Se eu tivesse que escolher, preferiria ser devorada por um dinossauro a ter que falar em sala de aula.

Juntava uma série de sabotagens sobre mim mesma: não existia autoconfiança e a minha autoestima era a mais decadente possível. Eu, por muitos anos, até poucos dias atrás, me achava incapaz, desinteressante e feia. E para mim esse conjunto de julgamentos pessoais, me colocavam no lugar mais abaixo da lista de pessoas legais e inteligentes, e tudo que eu não queria era mostrar minha ignorância em público, mesmo que entre amigos.

E por toda a minha existência, até os tempos quase atuais, esses sentimentos vão e vem, e eu criei uma barreira forte contra o contato olho a olho e me apeguei a escrita. Desde bilhetinhos, às conversas através de páginas de conversas e chats pelo computador, e-mails, redes sociais, cartas, mensagens via celular. Tudo que fosse possível para evitar o meu gaguejar ao vivo.

Era mais ou menos assim, com educação e chamando pro tete a tete virtual.

Não que eu fosse gaga, mas a minha ansiedade sempre foi tanta, que eu mal conseguia pronunciar as palavras corretamente. Eu comia sílabas o tempo inteiro, e em muitos momentos tampouco eu me compreendia. Falava a jato. Correndo, pronta para desaparecer de onde eu estivesse.

Lembro ainda de alguns episódios marcantes da minha trajetória, que foram a graduação na Universidade e a formatura do primeiro grau na escola. Isso sem contar nas inúmeras apresentações teatrais escolares que me tiravam o sono. Voltando às formaturas, em ambas situações, havia a necessidade de realizar um estudo sobre determinado assunto, e apresentar minhas considerações e o próprio trabalho em frente a uma banca “julgadora” e alguns alunos curiosos. Isso valeria nota e nortearia uma possível aprovação ou reprovação, daquela etapa da vida escolar. E comparando com hoje, nem mesmo no parto normal que fiz do Benício, eu senti tanta ansiedade, medo, pavor e todos os sentimentos mais desagradáveis, do que nessas ocasiões.

As duas foram praticamente iguais: eu estava lá, nada linda e plena no palco, totalmente nervosa, inquieta, e em poucos minutos, aos prantos. Tudo que eu queria falar, desaparecia da minha mente. Então eu sempre precisei ler, e lia como um trem bala. Voando! Em nenhuma das minhas duas grandes apresentações, eu consegui concluir meus pensamentos com maestria ou conforto emocional. Eu me entregava ao vitimismo e a rede de desespero que eu mesma criava. Mas isso só acontecia quando tinha a ver com estudos, me dedicar, aprender e ler. E no final eu ainda falava a mim mesma: “Viu, eu sabia que você iria falhar, como sempre! Você é horrível, você não sabe nada”. Se tinha alguém que fazia bullying, era única e exclusivamente eu comigo mesma. Eu era medalha de ouro em me colocar pra baixo. Felizmente, hoje eu consigo compreender tudo que eu mesma me proporcionei.

Essa postura eu assumia por diversas vezes, quando me sentia inútil e desprezível.

Enquanto fugia da conversa pessoal, que também foi um dos motivos pelos quais em sempre me gabava em ter poucos e bons amigos, era porque eu tinha era medo de falar, e com o medo, eu falava besteira. E por isso, não fazia amigos.

Falando em relacionamento amoroso, tenho histórias hilárias para contar. Sempre que eu gostava de um garoto, a minha reação imediata era: vou convidar ele, através de um bilhete, a entrar no chat de conversa “x” ou “y” pra gente se encontrar lá. Teve uma situação, que eu nunca esqueço também e dou risada até hoje. Eu tinha 13 anos, e era bem precoce no assunto gostar de alguém. Eu sempre via aquele menino (ou homem), aparentemente mais velho, passar na frente da escola na saída da aula. E eu apenas sorria. Jamais ousei em dar oi ou puxar assunto. E esse sorriso continuou por semanas ou meses, até que um dia eu decidi tomar uma atitude: o carro dele estava sujo, e eu deixei um bilhete no para brisas e uma flecha apontando para o bilhete, escrita com o dedo naquela sujeira. O bilhete dizia algo assim: “Oi, sou a menina que sempre sorri para você na saída da escola. Queria conhecer você. Me liga”. E deixei o telefone de casa, na maior cara de pau. Não preciso nem dizer que ele não me ligou, até porque eu era muito novinha e ele sabia pela cara de pirralha. Hoje em dia algumas meninas da idade que eu tinha, até se passam por mais velhas, mas não era o meu caso. Até que um dia, alguns após o bilhete, ele me parou para conversar. Eu queria me esconder, desaparecer, mas não foi possível. Tive que abrir a boca e falar. E ele foi super simpático, disse que tinha achado legal o meu bilhete e que poderíamos ser amigos. E ficou por isso. Eu morria de vergonha a cada vez que cruzava com ele, mas pelo menos, eu já sabia seu nome, e poderia escrever com vários coraçõezinhos no meu diário na época. (risos)

Tudo o que eu queria era poder, magicamente, desaparecer e apagar aquilo tudo da memória dele. E da minha!

E em vários episódios da minha vida, o contato não tão pessoal, foi o que marcou o início das minhas relações. O meu primeiro namorado, por exemplo, eu conheci num chat que na época se chamava mIRC. Eu gostava de um garoto que não estava nem aí pra mim, e ele era melhor amigo desse garoto. Eu pedia mil e uma dicas de como conquistar o menino, queria saber porque ele não dava bola pra mim, me lamentava e ele era aquele ombro amigo, até que ele combinou de nos encontrarmos pessoalmente pra “desvirtualizar” e nos apaixonamos. Ficamos alguns anos juntos, e tudo se deu pelo contato virtual inicialmente. Não que eu seja a favor, mas o meu pavor de falar frente a frente, me impedia de dar o primeiro passo sem as máscaras que a internet te proporciona. Lá você pode ser quem quiser, e nem sempre quem você é.

Com o meu marido, não foi tão diferente. Tá certo que eu o conheci durante o meu intercâmbio, enquanto ele estudava na mesma sala de aula que eu, mas a gente só veio a se conhecer melhor quando eu, já doida pra saber mais da vida dele, além das perguntas básicas e superficiais, entreguei um bilhete na sua mão na hora do intervalo, convidando-o para me adicionar no Messenger – outra plataforma virtual de conversação da época de 2005, conhecida como MSN – para continuar a conversa. Mas nesse mesmo bilhete eu dei um passo a frente: também o chamei para ir comigo, à festa de confraternização da escola. Esse para mim era um verdadeiro avanço na relação interpessoal. Eu o fiz com toda a minha vergonha do mundo, mas a atitude e a vontade de ter mais tempo com ele, falaram muito mais alto. E, hoje, agradeço muito a essa coragem de escrever. Eu não teria vivido uma história tão incrível, próspera e de muito amadurecimento com ele, se não fosse esse passo importante.

Bendita a internet quando usada como forma de agregar a vida, e não apagar a vida.

Quando penso nisso tudo, consigo enxergar que o problema sempre fui eu. Não era daquelas pessoas que queria me destacar, ser a melhor em algo, dar o meu máximo. Para mim, ser mais ou menos ou meia boca era suficiente, porque eu mesma não acreditava muito em mim. Hoje eu vejo pelo meu marido. O quanto ele vai até o seu limite do aprendizado, ele quer provar a ele mesmo que ele pode fazer melhor, ele não se cansa de estudar e conhecer infinitas possibilidades, conceitos, projetos, se cercar de conhecimento. Ele é daquelas pessoas que, quando compra algo, começa por ler o manual de instruções. No meu caso, a primeira coisa que eu jogava fora ou deixava de lado, era justamente o manual de instruções. Eu era (e ainda sou às vezes) daquelas que gostava que as coisas viessem prontas na minha mão. Se tivesse ainda, que aprender como usar, já perdia créditos comigo e provavelmente iria parar numa gaveta ou armário. Isso tudo por total desinteresse em aprender. E é difícil me dar conta disso, sabe! Aquele momento ontem, do Benício simplesmente assistir a um vídeo e eu receber aquela mensagem, foi um baita sinal para eu rever a estação – ou vibração – que vou conectar na minha consciência. Eu tenho certeza que foi um recado do Universo para mim, e que já passou da hora de mudar.

Teriam inúmeras outras situações que eu poderia comentar, mas o resumo da ópera, para a minha constatação é: você pode ser quem quiser ser, e pode se diminuir o quanto você mesma o fizer. E o auto empoderamento, é exatamente possível da mesma maneira, depende absolutamente do seu pensamento, do que acredita e do gás que dá para se conquistar o que deseja. Mais uma vez eu sei que nós somos eternamente responsáveis pelas carências, expectativas, medos e “mimimis” que cultivamos. Mas dá para olhar pra trás e transformar-se em uma nova potência, com uma nova realidade.

Presentes da vida real!

E você, qual sentimento tem vindo a tona essa semana? O que você percebe como sabotador na sua vida que têm excluído do fluxo do seu pensamento? Fala aqui, vou amar te “ouvir”.

Ah! E eu estou aprendendo a desvirtualizar. Tenho tentado, aos poucos, conhecer pessoas que só falo no mundo virtual. Aliás, eu agradeço imensamente ao mundo online que me possibilidade além de conhecer pessoas fantásticas, de encurtar distâncias quando a gente vive longe de quem ama. Um salve para a internet, quando usada de forma inteligente!

Li ontem em alguma página na internet: “Não saber o seu valor pode custar caro”.

Grande abraço da Rafa!

PS: Se tiver erros de digitação ou concordância, me perdoem. Eu prefiri não reler esse texto para não me arrepender de mostrar esse meu lado a vocês. Está cru e totalmente fiel ao meu sentimento!

Menos expectativa, mais ação

A parte mais difícil dos meus últimos dias tem sido deitar a cabeça no travesseiro e dormir. Não consigo me desligar, mas sei que não é insônia.

Minha mente parece um carrossel maluco cheio de pensamentos e ideias, mas fico estagnada sem saber por onde começar. Essa noite decidi pegar um caderno e caneta para escrever sobre o que estava matutando. Foi quando lembrei do início dos meus planos em viajar com meu filho pelo Mundo.

Benício e mamãe em uma parceria cheia de esperanças

Eu tinha uma expectativa absurda com esse período sabático. Me planejei de forma “administrativa” e acabei deixando a intuição de lado. E foi a partir dessa “falha” que o caminho muitas vezes foi tortuoso. Sim, eu fechei os olhos para meu sexto sentido e muitas vezes deixei o medo ser meu guia. Até mesmo à intuição do meu filho, meu fiel parceiro de viagem nessa aventura, eu não dei ouvidos: “Ele é só uma criança “, eu pensava, e hoje percebo que o Universo me mostrou muitos caminhos através dele, e eu esperei respostas da vida por outras maneiras. E as tive, não tão carinhosas como as que vieram do BEN.

Compreendi ali o quanto nos tornamos responsáveis pela expectativa que cultivamos.

Descobrindo um Mundo de aprendizados com ele

Em diversos momentos eu investi minhas decisões pautada em vivências de outros viajantes pelo Mundo, sem me dar conta de que só eu poderia escrever a história que eu e meu filho estávamos vivendo, que ninguém nunca esteve naquele dia, hora e local, além de nós, sendo nós!

E foi a partir daí que eu comecei a temer a ideia de escrever minhas experiências em um blog ou alguma rede social. Eu travei! Não queria ser o exemplo de acerto ou erro de alguém.

O primeiro comentário do meu blog (que tiveram apenas dois, até hoje) foi de uma seguidora que se sentiu decepcionada por eu ter prometido falar sobre meu planejamento e vivências durante um período viajando o Mundo sozinha com meu filho e, percebeu que eu tive muitas dificuldades e estava me questionava sobre o por quê de eu ter iniciado essa jornada. Me disse que decidiu, em razão da MINHA EXPERIÊNCIA, que o sonho dela deveria ficar adormecido, pois “não era fácil “. (Quem disse que seria, não é mesmo?)

Você é co-responsável pela sua vida. Cocrie a realidade que deseja!

Ao mesmo tempo em que aquilo me fez desmoronar e me trazer a tona um sentimento de culpa, larguei o vitimismo e me tornei mais forte com aquela situação. Eu não desisti. E persisti com muita consciência de que tudo faria sentido um dia. E fez! O que parecia uma fuga ou busca frenética pelo desconhecido, transformou nossas vidas para sempre! Se eu queria me sentir mais livre, não deveria estar me auto pressionando para dar respostas ou mostrar uma falsa realidade nas redes sociais para alimentar com hipocrisia uma  imagem distorcida do que estávamos vivendo. As máscaras já não me caiam mais bem. Eu as havia deixado no Brasil, quando partimos, em 4 de março de 2017.

Uma coisa eu posso dizer com toda a certeza do mundo: o Universo vai sempre conspirar a seu favor se você se abrir para a vida. Quando você se liberta de você mesmo, das suas próprias amarras, “pré-conceitos”, falsas limitações e medo, tudo flui.

Não, não será tudo rosas. Mas rosas têm espinhos e isso não as deixa menos belas ou mais fracas. Os espinhos tem função essencial em sua existência, assim como um caminho com lombadas, curvas e buracos, também fará na nossa, na sua.

Equilíbrio entre corpo e mente: o amadurecimento na jornada é notável!

A vida segue em frente. Sim, ENFRENTE!!!
Enfrente seus medos e dúvidas. Aliás, a dúvida é saudável até certo ponto. Que bom ter opções, mas lembre de se deixar guiar pelo coração! A razão é traiçoeira, mas é ao mesmo tempo necessária para equilibrar a vida.

Recorde -se de onde veio, quem você é, ou quem você deixou de ser quando cresceu. Cuidado com o que fará com o que fizeram com você. Perdoe. A si mesmo e ao que a vida lhe proporcionou. Um dia, como eu disse, tudo fará sentido.

Sonhe, idealize e principalmente, realize. Quantas vezes quiser e do tamanho que desejar! Queira o horizonte, mesmo que alguém já tinha ido lá – ou não. Se vai dar certo ou não, é outro assunto. E se não der, recomece novamente.

Erros e acertos são degraus de crescimento para cada história de vida e moldam quem você é.

Todos nós precisamos de espaço e um momento a sós.

Não se entregue ao comodismo, saia já dá sua zona de conforto e assuma as rédeas da sua própria realidade.

O mundo não precisa acreditar em você. Você se basta! Use isso para fazer o bem, a você e ao seu redor. Se é para inspirar alguém, que seja através da sua garra, atitude e força. Ou até da sua fraqueza. Não se esconda a partir de uma decepção, tristeza ou medo, e lembre-se que você pode chorar, e então aproveite para que essas lágrimas reguem suas raízes, para que assim você floresça ainda mais vigorosa (o)!

Mantenha o comando da sua vida, mas deixa ela te surpreender. O tempo está aí batendo a sua porta e tudo que você precisa fazer é convidá -lo para entrar e recebê -lo com coragem e amor.

Não são só as portas que se abrem… esteja atento aos sinais!!!

Grande abraço com todo o meu carinho e gratidão!!!

Perguntas que não precisam de respostas

Tem sido difícil compreender que algumas perguntas não necessariamente precisam de uma resposta, e que muitas vezes, você pede um sinal do Universo, a Deus, a qualquer força superior que você acredita e ama, e novas perguntas surgem aos seus olhos. Pode ser que à primeira vista elas pareçam casuais, mas se você estiver atento de que os sinais estão em qualquer situação, irá perceber que elas têm muito a te dizer.

Tem sido difícil compreender que algumas perguntas não necessariamente precisam de uma resposta, e que muitas vezes, você pede um sinal do Universo, a Deus, a qualquer força superior que você acredita e ama, e novas perguntas surgem aos seus olhos. Pode ser que à primeira vista elas pareçam casuais, mas se você estiver atento de que os sinais estão em qualquer situação, irá perceber que elas têm muito a te dizer.

Seguindo as últimas 2 postagens sobre questionamentos que te possibilitam refletir, introduzo aqui mais dez perguntas que vão mexer com seus pensamentos e sentimentos:

  1. Você prefere ser um gênio preocupado ou uma pessoa simples e alegre?
  2. Por que você está onde está?
  3. Você é o tipo de amigo que quer como amigo?
  4. O que é pior, quando um bom amigo se afasta, ou perder o contato com um bom amigo que mora bem perto de você?
  5. Qual a coisa pela qual você é mais agradecido na vida?
  6. Você prefere perder todas suas velhas memórias ou nunca ser capaz de fazer novas amizades?
  7. Será que é possível saber a verdade sem desafiá-la primeiro?
  8. Alguma vez o seu maior medo se tornou realidade?
  9. Você se lembra daquela vez cinco anos atrás, quando você estava extremamente chateado? Será que aquilo realmente importa agora?
  10. Qual é a sua memória mais feliz infância? O que a torna tão especial?

Pense nisso. Responda se quiser. Chore se precisar. Mas permita-se digerir essas frases “inocentes” que podem dizer muito sobre você.

Compartilhe com seus amigos. Pode ser que você traga a tão desejada resposta para alguma situação ou momento dessa pessoa.

10 Perguntas para Libertar sua Mente

Durante algumas pesquisas pela internet, descobri uma lista de perguntas que tem feito com que eu reavaliasse muitas questões particulares. E, essas perguntas não tem, necessariamente, respostas certas ou erradas. São até, em muitos momentos, aquela resposta que estamos esperando ouvir para tomar uma decisão ou agir de forma mais consciente e de acordo com nossa essência.

Compartilho com vocês, para que sofram o mesmo impacto que tenho vivenciado, esses pequenos questionamentos.

Será uma série com 10 perguntas. Sugiro que pegue um caderno e anote-as, respondendo às que desejar.

1. Quantos anos você teria se você não soubesse quantos anos você tem?
2. O que é pior, falhar ou nunca tentar?
3. Se a vida é tão curta, por que fazemos tantas coisas que não gostamos e gostamos de tantas coisas que não fazemos?
4. Quando tudo já está dito e feito, será que você disse mais do que fez?
5. Qual é a coisa que você mais gostaria de fazer para mudar o mundo?
6. Se a felicidade fosse a moeda nacional, que tipo de trabalho o tornaria rico?
7. Você está fazendo o que você acredita, ou você se contenta com o que está fazendo?
8. Se a expectativa de vida humana média fosse de 40 anos, você viveria sua vida de forma diferente?
9. Até que ponto você realmente controlou o curso da sua vida?
10. Você está mais preocupado em fazer as coisas direito ou está fazendo
as coisas certas?
Se essas “singelas frases” mexeram com você e te fizeram refletir, acompanhe o blog que iremos compartilhar mais perguntas do “50 Questions That Will Free Your Mind”.
Alimente sua mente
Alimente sua mente

 

Via Marc and Angel Hack Life
Traduzido e adaptado por Josie Conti
Do original “50 Questions That Will Free Your Mind”.