O que é a vida?

O que é a vida senão uma sucessão de acontecimentos malucos, reflexivos e emocionantes?

Só olhe para baixo para saber onde está pisando. Orgulhe-se apenas de ser quem é, e erga a sua cabeça sempre!

Por muito tempo eu pensei que a minha vida era muito pacata, nada de novo ou desafiador ocorria, e foi a partir desse mantra, que tudo começou a mudar. Mas mudou aqui dentro de mim. A partir do momento em que eu parei de só conseguia enxergar com cabresto o caminho em que eu trilhava, a reviravolta foi imediata.

Compreendi, através de uma busca profunda pelas minhas verdades e avaliando com carinho cada etapa da minha história, que eu tive a oportunidade de viver experiências que nem havia me dado conta. Que naquela tola impressão de não ter vivido o suficiente para deixar boas lembranças, eu comecei a escrever uma linha do tempo detalhada de episódios memoráveis e outros nem tão impactantes assim, ao meu ponto de vista inicial. Eu falo bastante sobre isso no texto “A Escrita como Terapia” que você pode acessar aqui.

Abaixo dos seus pés, apenas folhas, o chão, o mar, a areia e nada mais…

Eu, que sempre tive uma dificuldade tremenda em perdoar, pedir desculpas e facilmente guardava rancores de mil anos atrás, me dei conta de tanta sacanagem que fiz comigo mesma apenas pelo fato de não estar conectada com meu coração e agir única e exclusivamente com meu orgulho e prepotência por muitas situações. Aliás, eu ainda tenho bloqueios para me expressar emocionalmente, e escrevi sobre minhas sabotagens no texto “Medo de falar em Público”.

E não é nada fácil admitir isso, mas é libertador e reconfortante. Fazer essa limpeza interna é como limpar a estrada cheia de neve para os carros passarem (essa é a realidade que vejo atualmente): permite que o transito de coisas boas esteja disponível a fluir. E mesmo no transito haverão acidentes e possíveis complicações, como na vida.

O mais bacana é compreender, aceitar, se perdoar sinceramente por cada etapa vivida, por mais sofrida que ela possa ter parecido, e agradecer. Essa é a nossa jornada, a história que apenas cada um de nós pode contar e viver. E deixar de lado o vitimismo para observar de fora, após já vivida aquela experiência, nos traz paz e prepara para novos caminhos.

Qual o caminho que Deus nos reserva? Não sabemos, mas a sensação de não sentir culpa, vergonha ou medo, e se entregar de corpo e alma, como tiver de ser, é um desafio que liberta. Fácil não é, nem um pouco. Cada um tem sua batalha, suas inseguranças e sonhos. Então não deixe de lutar, acreditar ou sonhar, mas esteja aberto para o que o Universo tem a te oferecer.

Que vivamos intensamente cada minuto de nossas vidas. Aqui na Terra, nessa vida, não somos eternos, mas novas vidas virão (eu acredito, mas sem discussões acerca do tema) e a aceitação do nosso destino nos transformará para sempre, e deixará tudo mais leve.

Eu te amo, Sinto Muito, Me perdoe, Sou grata! (Mantra do H´oponopono, que eu fortemente indico a você conhecer)

Um abraço cheio de esperança e fé!

Um bocado de fé não faz mal a ninguém!!!

A escrita como terapia

Há quase dois anos, me vi perdida no caos da minha mente, e sabotando todas as oportunidades e pessoas que me cercavam. Eu parecia viver em meio a uma guerra, sempre preparada para o ataque e para destruir meu inimigo. Por muito tempo, a cegueira me impediu de enxergar quem era meu verdadeiro arqui rival, e eu direcionei essa responsabilidade ao mundo externo. Jamais a mim mesma. E isso me custou uma série de consequências. Perdi minha sanidade mental, minha saúde física, me distanciei de pessoas especiais e criei barreiras emocionais com quem quisesse chegar perto. Ai de quem ultrapasse minhas barreiras… sofria a fúria da minha rigidez.

Não encontrei fotos minhas da época, então vai essa que achei do Benício, possivelmente tendo que me suportar 😀

Por ironia do destino, quando nem eu mesma estava me suportando, fui tomar um café com uma amiga, a Alana. Entre lamúrias, vitimismo e uma chuva de reclamações, ela me disse: você precisa recalcular a sua rota. Eu tenho o curso perfeito para você. Faça e depois conversamos. Ela era minha amiga, estava no comando da 2ª edição do seu Programa Recalculando a Rota, já havia rodado o mundo em busca de respostas e encontrou a si mesma quando se permitiu estar presente e aberta a uma nova realidade, onde estava desperta para o que o universo queria lhe mostrar e oferecer.

Ainda um pouco incrédula, abri a guarda e me inscrevi em seu curso. Entre condicionamentos de pensar que “santo de casa não faz milagres” (por ser uma amiga) e a crença de que curso online algum me faria mudar, resisti às tentações do meu ego e passei por cima do meu orgulho.

Foto de Daniel Luneli, da paradisíaca Praia Brava de Itajaí (SC), onde morávamos antes da mudança pra Suíça.

O curso começou. Já no primeiro momento, parecia que alguém havia girado uma chave no meu campo emocional. Onde eu anteriormente via nebulosidade, havia amorosidade. Onde eu respirava pesado, eu me sentia livre e leve. E a forma com que o curso acontecia, e as pessoas que eu conhecia ali naquele meio virtual, enchiam meu coração de paz, de amor. Eu mesma não conseguia mais reconhecer aqueles estados em que eu me encontrava, mas de uma coisa eu tinha certeza, era mais daquilo que eu queria. Estava com sede de mim mesma. De voltar a ser a Rafaela que eu sempre fui.

Estar presente transforma a vida. Escrever é estar compreender o presente que é viver.

E no decorrer desse processo de autoconhecimento, eu comecei a escrever. Sentia que o ato de colocar no papel alguns do episódios mais intensos, bonitos e conflitantes da minha vida, poderiam trazer mais consciência e entendimento. Eu precisava rever minhas experiências e vivencias com carinho, sem mais sentir aqueles medos e sensações que tive, e sim compreendendo que minha evolução só se deu dessa forma, com a conquista do meu discernimento em fazer escolhas, em seguir adiante e enfrentar qualquer desvio de rota. Os trajetos tortuosos estavam me levando ao caminho onde eu deveria chegar, e eu apenas conseguia enxergar essa preciosidade, colocando minhas emoções no papel. E como minha mente ainda estava agitada, parar para refletir, rever e reescrever minha história, era como uma meditação, uma verdadeira terapia. Dias atrás ouvi alguém comentando sobre aquela famosa posição que se vê em todas as fotos de meditação, onde os dedos se juntam como se fizéssemos a forma da sombra do coelho na parede. E é exatamente assim que seguramos o lápis e a caneta, ou seja, escrever é também uma forma de silenciarmos a mente e nos entregarmos à meditação, ou ao processo criativo. Isso é fantástico! E faz uma diferença absurda na vida!

Com tanta reflexão, cada passagem de episódios da minha vida se tornava revelador. Descobria ali atitudes e transformações riquíssimas que eu jamais havia percebido. Não me limitei às situações que eu julgava como ruins no passado. Eu quis dar uma nova forma de viver aqueles momentos, com leveza e gratidão. A arte de escrever liberta. E você não precisa ser artista para isso. Você precisa ser humano e ter vivido suas próprias experiências.

Benício desbravando com a amiga Ana Júlia. Uma amizade sem fronteiras.

Pode ser que você sofra novamente quando reescrever alguns intensos acontecimentos. Mas confia, a reflexão virá, e junto vem uma oportunidade incrível de perdoar, agradecer, ser solidário e pedir perdão por tudo aquilo que já viveu. Limpar essa má impressão e compreender o quão belo foi poder passar por isso e estar aí, firme e forte, preparado para o que tiver que ser, é uma grande revelação do nosso potencial, uma forma de resignificar o nosso eu interior. Se descobrir por inteiro, em qualquer sentimento.

Para mim, a escrita é uma bela forma terapêutica de que chegar mais próximo da cura emocional, rever os sentidos e os sentimentos. Sem contar que é um resgate da nossa mais tenra essência. A escrita faz parte de todo o desenvolvimento humano. Toda criança que vê um lápis e papel, tem como instinto rabiscar esse papel, mesmo quando não balbucia palavras e nem tampouco sabe o que está fazendo. Mas está intrínseco em nosso DNA.

Eu e ele, na aula de costura, apenas sendo normais!

Tem momentos em que tudo que você precisa é desabafar. Falar com alguém sobre algum pensamento que transita em sua mente. E por que não se abrir com você mesma? Escreva, converse consigo mesma. É uma forma de expressão sem julgamentos. Leia, não se importe com a gramática, e sim com a libertação emocional que esse simples ato irá te proporcionar.
Para mais poder nessa terapia de escrever, eu indico que conheça o Ho`oponopono, uma forma de resignificar recordações dolorosas que possam alimentar desiquilíbrios emocionais, e te trazer de volta para a consciência e gratidão, para uma melhor aceitação.

E chegará um momento em que, ao descrever sua jornada de vida e essa montanha russa de emoções, você descubra uma bela e inspiradora história, que foi e poderia ter escrita única e exclusivamente por você. Celebre. E se sentir vontade, compartilhe com quem te for adequado.

A liberdade está traduzida em milhares de formas, uma delas é de desnudar em palavras para vestir os sentimentos mais genuínos e fortalecedores!

Eu cheguei nesse momento e tenho em mãos uma bela recordação, um livro quase finalizado das passagens mais marcantes da minha existência nessa dimensão, e que em breve pretendo reverberar para as pessoas que me querem bem, e para quem mais desejar.

Falei tudo isso para te dizer: comece já a escrever. Permita-se 5, 10 minutos do seu dia. Esse tempo é só seu. E se quiser compartilhar comigo qualquer percepção sobre esse chamado, estou aqui.

Não sou especialista nem estudiosa desses temas, mas tenho muita vontade em auxiliar no desenvolvimento de lindos trabalhos com histórias reais e de amadurecimento pessoais!

Meu carinho a todos vocês!!!