Usando o seguro de viagem

Ninguém está livre de acidentes e incidentes, especialmente em uma viagem, quando os lugares e as situações são completamente desconhecidos. Justamente por isso, pouco tempo atrás falamos da importância de contratar um seguro de viagem internacional. Por mais que todas as medidas de segurança sejam tomadas, por mais que que a gente tente evitar certos lugares, alimentos e circunstâncias de risco, uma hora pode acontecer algum contratempo. E aconteceu comigo!

Não sei se foi a comida do México que não desceu muito bem, se foi cansaço físico por estarmos em tantos lugares em tão pouco tempo, ou se foi o emocional que gritou através do meu corpo por todas as sensações vividas em um espaço de tempo tão curto, só sei que meu corpo pediu trégua.

O percalço do mal-estar aconteceu nos nossos últimos dias no México. Tanto eu com o Benício chegamos um pouco debilitados aos Estados Unidos, o segundo país da nossa viagem, e resolvemos tirar alguns dias para descansar.  Felizmente, o Ben melhorou logo, mas os enjoos e dores no corpo ainda tomavam conta de mim.

Acionando o seguro

Na própria apólice do World Nomads que eu trouxe impressa consta o telefone da empresa para ligar em casos de emergência ou necessidade de atendimento. O processo não é tão rápido, em vez de encaminhar o segurado para qualquer hospital, o seguro faz uma pequena ‘entrevista’ para saber o que a pessoa está sentindo, quais são os sintomas, a localização (para identificar o hospital mais próximo), dentre outros detalhes. É importante salientar que a conversa é toda feita em português, o que ajuda bastante para quem está debilitado e não deseja quebrar a cabeça explicando algo em outra língua (ou para quem não sabe falar outro idioma), mas demora um pouco. Acho que passei pelo menos uns 20 minutos ao telefone.

O seguro também perguntou se eu conseguia esperar de uma a duas horas para que eles pudessem consultar as clínicas e hospitais parceiros e me dirigir a um desses locais indicados ou se eu preferia ir na urgência e pagar do meu bolso para, posteriormente, passar a nota fiscal para eles solicitando reembolso. Como a situação não estava tão crítica, achei melhor esperar. Depois de um tempo de espera eles me retornaram indicando o hospital que eu deveria ir e como seria o processo de pagamento.

No hospital dos EUA

Fui para a emergência do Dr. P. Phillips Hospital, onde fui super bem atendida. A triagem, por exemplo, não demorou nem 3 minutos! Das vezes que precisei me locomover lá dentro, sempre tinha algum enfermeiro para me levar em cadeira de rodas. E quando expliquei que era turista na cidade e não tinha com quem deixar o meu filho, eles permitiram que o Benício ficasse comigo o tempo todo, até o colocaram numa salinha com os desenhos favoritos dele, além de o deixarem ficar comigo na maca (com direito a um cobertor bem quentinho). A parte chata foi que precisei preencher toda a papelada para fins burocráticos do seguro – fiquei até meio perdida, mas deu tudo certo.

A World Nomads trabalha com a Zurich Seguros. Mais tarde, no mesmo dia em que fui atendida, a Zurich me ligou para saber se eu já tinha ido, se precisava de alguma ajuda, perguntou como havia sido o atendimento e se o médico havia pedido para retornar ao hospital (porque, nesse caso, eles já agilizariam as questões burocráticas para a minha volta). Agora que utilizei o serviço, posso dizer que o seguro está aprovado! Todos com quem falei foram muito atenciosos e solícitos, e, embora não seja muito conveniente, a papelada preenchida no hospital e o relatório que o seguro pede para o paciente fazer fazem parte do processo de utilização do serviço. Espero não precisar usar novamente, mas já me sinto mais segura por saber que funciona bem.

Meu super companheiro de viagem atá nas situações mais inconvenientes!

Como escolher o seguro de viagem internacional

O seguro de viagem é o tipo de coisa que a gente reza para nunca precisar usar, mas viajar sem ele seria, no mínimo, uma atitude irresponsável, principalmente em uma viagem tão longa e na companhia de uma criança.

Nos grupos de viagens que participo, de vez em quando vejo algumas pessoas reclamando do alto custo desse tipo de serviço e dos riscos que elas preferem tomar viajando sem cobertura. Ninguém melhor do que a própria pessoa para saber quanto pode gastar e de quais luxos pode despender. Acima do meu ponto de vista como mãe, meu conselho como viajante para qualquer pessoa é: não viaje sem seguro! Não é luxo, é uma necessidade. Além do mais, alguns países não permitem a entrada de visitantes estrangeiros sem um seguro contratado. (Os países que fazem parte do Tratado de Schengen, por exemplo, estabelecem a obrigatoriedade de contratação de seguro com valor mínimo de 30.000 euros).

A gente passa tanto tempo programando o roteiro, planejando o orçamento, escolhendo passeios, selecionando hotéis, acompanhando de perto cada detalhe. Imagina tudo isso ir por água abaixo por causa de um imprevisto! Pode acontecer uma coisa boba, como uma dor de cabeça chata devido ao jet lag (e que pode ser facilmente resolvida com algum remédio da farmacinha). Mas já pensou se acontece algo mais sério, como uma crise de vesícula ou um tornozelo quebrado? É melhor estar preparado para os imprevistos e contratar um seguro do que depender da sorte e gastar uma pequena fortuna com o tratamento.

Desde que tomei a decisão de fazer essa viagem e comecei a pesquisar os destinos, coloquei o seguro na planilha de despesas e fiz várias cotações com operadoras de turismo, com o Bradesco Seguros, com os sites que oferecem o serviço pela internet e analisei o seguro do cartão de crédito. Depois de muito analisar, escolhemos o World Nomads, que saiu mais barato do que os demais e ainda pudemos selecionar todos os países por onde vamos passar. Além do mais, fora os países que estavam na nossa programação, o seguro do World Nomads também oferece cobertura para os cruzeiros marítimos.

Viajar com seguro garante a tranquilidade para os imprevistos.

Uma das coisas que eu buscava, pelo menos para essa viagem específica, era que a gente não precisasse ligar para agendar um atendimento. Com o serviço do World Nomads que escolhemos, basta se dirigir ao local para receber a assistência e depois enviar a nota para ressarcimento. Como essa é a primeira vez usando o seguro e ainda não foi necessário acioná-lo (e espero nunca precisar!), não tenho como avaliar. Ainda de acordo com as opiniões de outros viajantes, o contratempo que a maioria dos que precisaram acionar o seguro teve foi para receber o reembolso das despesas.

Independentemente da seguradora, é importante avaliar de antemão as regras para entrada em cada país que você vai visitar e escolher a partir daí. Mesmo nos países que não exigem seguro de viagem, é melhor incluir essa despesa no orçamento do que ter uma grande dor de cabeça depois.