Aplicativos essenciais para a viagem

Dizem que as mulheres carregam a vida dentro de uma bolsa, mas a verdade, atualmente, é que todo mundo – mulheres e homens de todas as idades – carrega a vida é dentro de um smartphone. E nem quem viaja consegue se desligar totalmente desses aparelhos, porque, afinal de contas, a vida não para – e nem as contas deixam de chegar!

No post Equipamentos eletrônicos: o que levar?, comentei que estamos com dois aparelhos: um iPhone, que fica mais com o Ben (basicamente para jogos, fotos e distrações), e o Samsung Galaxy S7, o encarregado de levar todos os aplicativos e informações úteis.

Para falar sobre alguns desses aplicativos, dividi em categorias para compartilhar informações sobre os que mais uso e recomendo:

Finanças

Não tem como escapar! O período longe de casa é longo, mas, mesmo à distância, é preciso ter controle das contas. Além das transações convencionais, através dos aplicativos de Internet Banking é possível solicitar cartões de crédito e fazer transações de câmbio. Os dois bancos que utilizo são Itaú e Santander.

Utilitários

Dropbox – Se você não conhece o Dropbox, deveria, porque esse aplicativo é uma mão na roda! Ele é uma espécie de nuvem, e os arquivos que você coloca nele ficam disponíveis para serem acessados de qualquer dispositivo através do seu e-mail e senha. Dá para criar pastas compartilhadas também, o que significa que sempre que outro usuário alterar um arquivo existente ou adicionar um novo, você, de onde estiver, vai conseguir visualizar.

Microsoft Office – Nossos bons e velhos conhecidos Word, Excel, Outlook… O Word, por exemplo, me ajuda bastante na hora de escrever as informações a serem usadas nos posts aqui do blog.

CamScanner – Não é sempre que preciso usar, mas achei bem interessante. O CamScanner transforma qualquer documento em um arquivo em PDF, como se tivesse sido escaneado, e pesa bem menos do que fotografar cada página ou lado do documento. Além do mais, em vez de ter várias fotos, fica tudo condensado em um só arquivo.

Fotos e vídeos

Quik – Esse aplicativo foi uma feliz descoberta. Ele é o editor de vídeo da GoPro, mas não funciona apenas com as fotos e vídeos feitos por ela. O que achei bem interessante é que dá para selecionar as fotos e o próprio app cria vídeos com layouts diferentes e músicas. Já postei alguns no Facebook e no Instagram (aproveita e nos segue por lá também!).

Snapseed – Um editor de fotos bem legal que permite escrever nas fotos escolhendo fontes e cores, e colocar uns layouts diferenciados. Bem bacana para quem curte incrementar as imagens.

Viagens e Turismo

Maps.Me – É uma espécie de Google Maps com o diferencial de oferecer o recurso de usar offline. Porque não é sempre que tem WiFi disponível, né?

BlaBlaCar – Ainda não usamos, mas o BlaBlaCar é um aplicativo para pedir carona – prática bem comum no mundo inteiro (embora no Brasil a carona ainda seja vista como algo perigoso). Nesse app você tem a opção de detalhar para onde deseja ir e o sistema busca condutores fazendo o mesmo itinerário. Com os dados cruzados, os membros se conectam para combinar os detalhes e rachar os custos da viagem.

Couch Surfing – Ao pé da letra Couch Surfing significa “surf no sofá”. Pessoas no mundo inteiro oferecem um sofá (um colchão no chão, uma rede, uma cama bem confortável ou que tiver disponível em casa) para receber hóspedes. Embora seja bastante utilizado como uma forma de economizar na hospedagem, o bom mesmo do CS é poder vivenciar novas culturas e costumes estando diretamente inserido na casa de um morador local e ver de perto o estilo de vida da pessoa.

Ainda nessa categoria de viagens, uso o Booking.com para fazer reservas em hotéis ou alugar apartamentos por temporada. O Uber não se encaixa na categoria de viagens especificamente, mas deixei para falar dele aqui para chamar atenção para o post Perrengues em Cancún e deixar o alerta para que sempre – sempre! – pesquisem antes para buscar mais informações sobre o serviço no destino e evitar roubadas.

Além dos aplicativos citados, tenho o My Disney Experience, que é bastante útil para quem visita a Disney e deseja marcar fast pass e buscar outras informações sobre os parques, mas descartável para quem já foi e não tem apego ao app que remete à terra da magia.

Por último, mas não menos importante, Facebook, Instagram e WhatsApp são aqueles aplicativos que a gente não abre mão de jeito nenhum. São eles que nos conectam diariamente à família e amigos no Brasil, ajudando a matar um pouquinho a saudade de todo mundo que está longe.

E pensar que não muito tempo atrás, com meios de comunicação bem mais restritos, viajantes e familiares precisavam marcar hora para se falarem (porque em determinados horários a ligação era mais barata) e tudo precisava ser resolvido antes ou depois da viagem. Abençoada seja a tecnologia que facilita a nossa vida!

Equipamentos eletrônicos: o que levar?

Em tempos de massificação das redes sociais, onde cada passo dado vira uma postagem, é impossível viajar sem nenhum aparato tecnológico para registrar os momentos mais incríveis dos lugares por onde passamos. Apesar de concordar que essa exposição faz parte, principalmente para quem se propõe a dar dicas de viagens em um blog, o uso de equipamentos eletrônicos vai muito além da pompa – é real necessidade.

Na tentativa de levar o mínimo de coisas supérfluas possível, na hora de escolher os equipamentos é preciso ser racional e ver o que é realmente importante e indispensável. Nesse breve momento de reflexão e faxina, resolvi deixar o laptop em casa e coloquei no celular os aplicativos que eu mais uso no computador, como Word, Excel, Dropbox, aplicativos de bancos, dentre outros. Me livrei de um peso extra, agora resta saber se o laptop vai me fazer falta (em último caso, quando alguém da família for nos encontrar durante a viagem, peço para levar meu equipamento).

Optamos por levar dois celulares, um para mim e outro para o Benício, e uma câmera GoPro. O meu celular – um Galaxy S7 da Samsung – é praticamente um datacenter! É nele que estão todos os meus aplicativos, as contas de e-mails, os arquivos de roteiro e planejamento da viagem, além de várias fotos.

A viagem ainda está na fase inicial, e até agora os telefones têm sido mais que suficientes para registrar imagens e vídeos. A GoPro utilizamos tão pouco que estou pensando seriamente em enviá-la de volta para o Brasil quando alguém da família vier nos visitar. Em viagens tão longas como a nossa, o ditado que diz “menos é mais” nunca fez tanto sentido.

Malas prontas!

Já arrumei mala para um fim de semana, já organizei a bagagem para ficar fora algumas semanas, já fiz viagens um pouco mais longas de mochila nas costas. Mas encarar uma jornada de nove meses, passando por vários países, na companhia de uma criança é a primeira vez. E aí, o que levar na mala?

A primeira coisa a ter em mente é que não podemos levar “a nossa casa nas costas”, e a maior parte das nossas roupas, acessórios, brinquedos e pertences pessoais vai ter que ficar guardadinha esperando o nosso retorno. Por outro lado, também temos que levar em consideração que é muito tempo fora e que, nesse período, vamos passar por todas as estações e condições climáticas. No México, por exemplo, que é a nossa primeira parada, um calor de 27°C em média nos aguarda. Menos de um mês depois, nos Estados Unidos, estamos nos preparando para mínimas de 0°C. Sem falar nas oscilações de temperatura que também enfrentaremos na Europa posteriormente. Tantas variações se traduzem para dentro de nossa mala como “de tudo um pouco”, desde roupas de banho para o verão às peças mais pesadas para o inverno.

Estamos levando uma mochila híbrida de 60 litros da Osprey – modelo Sojourn pesando 22kg, uma mochila de combate para carregar no dia a dia e uma mochila de brinquedos (essa é para o Benício “ajudar a carregar” a bagagem). Os brinquedos, além de distração, vão ajudá-lo a matar a saudade de casa com objetos significativos para ele. Confesso que essa seleção de brinquedos está sendo uma tarefa bem difícil! E o que também está pesando na mala são os quatro livros escolares para estudos do Ben durante a nossa jornada. Nesse período, o sistema de estudo dele será através do homeschooling (falarei sobre o assunto futuramente), por isso esse peso na bagagem é inevitável. Ah, e não podemos esquecer da farmacinha e dos equipamentos eletrônicos, que também ocupam bastante espaço, mas são essenciais.

Malas à parte, todo esse processo de organização está sendo muito positivo para nós dois. Apesar de arrumar e desarrumar a mala várias vezes, conseguimos praticar o desapego e separamos mais de 80% das nossas roupas para doação. Isso nos fez confirmar que precisamos de muito pouco para sermos felizes!

Agora que a bagagem está quase pronta (só faltam algumas coisinhas que vamos deixar para guardar no dia da viagem), o friozinho na barriga aumenta à medida em que a contagem regressiva vai se aproximando do fim. Falta pouco!