Medo de falar em público

Era domingo à noite. Enquanto eu preparava o jantar do Benício e ele assistia vídeos de curiosidades no YouTube, eu ouvia de longe mas aproveitava para dar uma geral na geladeira. Eu sou a senhora potinhos. Tenho costume de guardar o que resta de comida das refeições, mesmo que nem sempre elas sejam reaproveitadas. E nesse momento arrumação, ouvi um dos conteúdos que o Benício assistia, que falava sobre o bulllying. E a parte específica era sobre, em sala de aula, quando um colega estivesse lendo um texto na frente da classe, que não rissem ou debochassem, pois isso poderia ser prejudicial para o desempenho e desenvolvimento da criança, sendo que nem todas se sentem confortáveis em ir a frente e ler ou falar sobre algum assunto.

E isso me fez lembrar tanto a minha infância! Lembrei-me do total desespero que eu sentia a cada situação onde a professora escolheria aleatoriamente alguém para uma leitura ou para compartilhar algum assunto. Eram momentos de aflição, terror, angústia.

Se eu tivesse que escolher, preferiria ser devorada por um dinossauro a ter que falar em sala de aula.

Juntava uma série de sabotagens sobre mim mesma: não existia autoconfiança e a minha autoestima era a mais decadente possível. Eu, por muitos anos, até poucos dias atrás, me achava incapaz, desinteressante e feia. E para mim esse conjunto de julgamentos pessoais, me colocavam no lugar mais abaixo da lista de pessoas legais e inteligentes, e tudo que eu não queria era mostrar minha ignorância em público, mesmo que entre amigos.

E por toda a minha existência, até os tempos quase atuais, esses sentimentos vão e vem, e eu criei uma barreira forte contra o contato olho a olho e me apeguei a escrita. Desde bilhetinhos, às conversas através de páginas de conversas e chats pelo computador, e-mails, redes sociais, cartas, mensagens via celular. Tudo que fosse possível para evitar o meu gaguejar ao vivo.

Era mais ou menos assim, com educação e chamando pro tete a tete virtual.

Não que eu fosse gaga, mas a minha ansiedade sempre foi tanta, que eu mal conseguia pronunciar as palavras corretamente. Eu comia sílabas o tempo inteiro, e em muitos momentos tampouco eu me compreendia. Falava a jato. Correndo, pronta para desaparecer de onde eu estivesse.

Lembro ainda de alguns episódios marcantes da minha trajetória, que foram a graduação na Universidade e a formatura do primeiro grau na escola. Isso sem contar nas inúmeras apresentações teatrais escolares que me tiravam o sono. Voltando às formaturas, em ambas situações, havia a necessidade de realizar um estudo sobre determinado assunto, e apresentar minhas considerações e o próprio trabalho em frente a uma banca “julgadora” e alguns alunos curiosos. Isso valeria nota e nortearia uma possível aprovação ou reprovação, daquela etapa da vida escolar. E comparando com hoje, nem mesmo no parto normal que fiz do Benício, eu senti tanta ansiedade, medo, pavor e todos os sentimentos mais desagradáveis, do que nessas ocasiões.

As duas foram praticamente iguais: eu estava lá, nada linda e plena no palco, totalmente nervosa, inquieta, e em poucos minutos, aos prantos. Tudo que eu queria falar, desaparecia da minha mente. Então eu sempre precisei ler, e lia como um trem bala. Voando! Em nenhuma das minhas duas grandes apresentações, eu consegui concluir meus pensamentos com maestria ou conforto emocional. Eu me entregava ao vitimismo e a rede de desespero que eu mesma criava. Mas isso só acontecia quando tinha a ver com estudos, me dedicar, aprender e ler. E no final eu ainda falava a mim mesma: “Viu, eu sabia que você iria falhar, como sempre! Você é horrível, você não sabe nada”. Se tinha alguém que fazia bullying, era única e exclusivamente eu comigo mesma. Eu era medalha de ouro em me colocar pra baixo. Felizmente, hoje eu consigo compreender tudo que eu mesma me proporcionei.

Essa postura eu assumia por diversas vezes, quando me sentia inútil e desprezível.

Enquanto fugia da conversa pessoal, que também foi um dos motivos pelos quais em sempre me gabava em ter poucos e bons amigos, era porque eu tinha era medo de falar, e com o medo, eu falava besteira. E por isso, não fazia amigos.

Falando em relacionamento amoroso, tenho histórias hilárias para contar. Sempre que eu gostava de um garoto, a minha reação imediata era: vou convidar ele, através de um bilhete, a entrar no chat de conversa “x” ou “y” pra gente se encontrar lá. Teve uma situação, que eu nunca esqueço também e dou risada até hoje. Eu tinha 13 anos, e era bem precoce no assunto gostar de alguém. Eu sempre via aquele menino (ou homem), aparentemente mais velho, passar na frente da escola na saída da aula. E eu apenas sorria. Jamais ousei em dar oi ou puxar assunto. E esse sorriso continuou por semanas ou meses, até que um dia eu decidi tomar uma atitude: o carro dele estava sujo, e eu deixei um bilhete no para brisas e uma flecha apontando para o bilhete, escrita com o dedo naquela sujeira. O bilhete dizia algo assim: “Oi, sou a menina que sempre sorri para você na saída da escola. Queria conhecer você. Me liga”. E deixei o telefone de casa, na maior cara de pau. Não preciso nem dizer que ele não me ligou, até porque eu era muito novinha e ele sabia pela cara de pirralha. Hoje em dia algumas meninas da idade que eu tinha, até se passam por mais velhas, mas não era o meu caso. Até que um dia, alguns após o bilhete, ele me parou para conversar. Eu queria me esconder, desaparecer, mas não foi possível. Tive que abrir a boca e falar. E ele foi super simpático, disse que tinha achado legal o meu bilhete e que poderíamos ser amigos. E ficou por isso. Eu morria de vergonha a cada vez que cruzava com ele, mas pelo menos, eu já sabia seu nome, e poderia escrever com vários coraçõezinhos no meu diário na época. (risos)

Tudo o que eu queria era poder, magicamente, desaparecer e apagar aquilo tudo da memória dele. E da minha!

E em vários episódios da minha vida, o contato não tão pessoal, foi o que marcou o início das minhas relações. O meu primeiro namorado, por exemplo, eu conheci num chat que na época se chamava mIRC. Eu gostava de um garoto que não estava nem aí pra mim, e ele era melhor amigo desse garoto. Eu pedia mil e uma dicas de como conquistar o menino, queria saber porque ele não dava bola pra mim, me lamentava e ele era aquele ombro amigo, até que ele combinou de nos encontrarmos pessoalmente pra “desvirtualizar” e nos apaixonamos. Ficamos alguns anos juntos, e tudo se deu pelo contato virtual inicialmente. Não que eu seja a favor, mas o meu pavor de falar frente a frente, me impedia de dar o primeiro passo sem as máscaras que a internet te proporciona. Lá você pode ser quem quiser, e nem sempre quem você é.

Com o meu marido, não foi tão diferente. Tá certo que eu o conheci durante o meu intercâmbio, enquanto ele estudava na mesma sala de aula que eu, mas a gente só veio a se conhecer melhor quando eu, já doida pra saber mais da vida dele, além das perguntas básicas e superficiais, entreguei um bilhete na sua mão na hora do intervalo, convidando-o para me adicionar no Messenger – outra plataforma virtual de conversação da época de 2005, conhecida como MSN – para continuar a conversa. Mas nesse mesmo bilhete eu dei um passo a frente: também o chamei para ir comigo, à festa de confraternização da escola. Esse para mim era um verdadeiro avanço na relação interpessoal. Eu o fiz com toda a minha vergonha do mundo, mas a atitude e a vontade de ter mais tempo com ele, falaram muito mais alto. E, hoje, agradeço muito a essa coragem de escrever. Eu não teria vivido uma história tão incrível, próspera e de muito amadurecimento com ele, se não fosse esse passo importante.

Bendita a internet quando usada como forma de agregar a vida, e não apagar a vida.

Quando penso nisso tudo, consigo enxergar que o problema sempre fui eu. Não era daquelas pessoas que queria me destacar, ser a melhor em algo, dar o meu máximo. Para mim, ser mais ou menos ou meia boca era suficiente, porque eu mesma não acreditava muito em mim. Hoje eu vejo pelo meu marido. O quanto ele vai até o seu limite do aprendizado, ele quer provar a ele mesmo que ele pode fazer melhor, ele não se cansa de estudar e conhecer infinitas possibilidades, conceitos, projetos, se cercar de conhecimento. Ele é daquelas pessoas que, quando compra algo, começa por ler o manual de instruções. No meu caso, a primeira coisa que eu jogava fora ou deixava de lado, era justamente o manual de instruções. Eu era (e ainda sou às vezes) daquelas que gostava que as coisas viessem prontas na minha mão. Se tivesse ainda, que aprender como usar, já perdia créditos comigo e provavelmente iria parar numa gaveta ou armário. Isso tudo por total desinteresse em aprender. E é difícil me dar conta disso, sabe! Aquele momento ontem, do Benício simplesmente assistir a um vídeo e eu receber aquela mensagem, foi um baita sinal para eu rever a estação – ou vibração – que vou conectar na minha consciência. Eu tenho certeza que foi um recado do Universo para mim, e que já passou da hora de mudar.

Teriam inúmeras outras situações que eu poderia comentar, mas o resumo da ópera, para a minha constatação é: você pode ser quem quiser ser, e pode se diminuir o quanto você mesma o fizer. E o auto empoderamento, é exatamente possível da mesma maneira, depende absolutamente do seu pensamento, do que acredita e do gás que dá para se conquistar o que deseja. Mais uma vez eu sei que nós somos eternamente responsáveis pelas carências, expectativas, medos e “mimimis” que cultivamos. Mas dá para olhar pra trás e transformar-se em uma nova potência, com uma nova realidade.

Presentes da vida real!

E você, qual sentimento tem vindo a tona essa semana? O que você percebe como sabotador na sua vida que têm excluído do fluxo do seu pensamento? Fala aqui, vou amar te “ouvir”.

Ah! E eu estou aprendendo a desvirtualizar. Tenho tentado, aos poucos, conhecer pessoas que só falo no mundo virtual. Aliás, eu agradeço imensamente ao mundo online que me possibilidade além de conhecer pessoas fantásticas, de encurtar distâncias quando a gente vive longe de quem ama. Um salve para a internet, quando usada de forma inteligente!

Li ontem em alguma página na internet: “Não saber o seu valor pode custar caro”.

Grande abraço da Rafa!

PS: Se tiver erros de digitação ou concordância, me perdoem. Eu prefiri não reler esse texto para não me arrepender de mostrar esse meu lado a vocês. Está cru e totalmente fiel ao meu sentimento!

A escrita como terapia

Há quase dois anos, me vi perdida no caos da minha mente, e sabotando todas as oportunidades e pessoas que me cercavam. Eu parecia viver em meio a uma guerra, sempre preparada para o ataque e para destruir meu inimigo. Por muito tempo, a cegueira me impediu de enxergar quem era meu verdadeiro arqui rival, e eu direcionei essa responsabilidade ao mundo externo. Jamais a mim mesma. E isso me custou uma série de consequências. Perdi minha sanidade mental, minha saúde física, me distanciei de pessoas especiais e criei barreiras emocionais com quem quisesse chegar perto. Ai de quem ultrapasse minhas barreiras… sofria a fúria da minha rigidez.

Não encontrei fotos minhas da época, então vai essa que achei do Benício, possivelmente tendo que me suportar 😀

Por ironia do destino, quando nem eu mesma estava me suportando, fui tomar um café com uma amiga, a Alana. Entre lamúrias, vitimismo e uma chuva de reclamações, ela me disse: você precisa recalcular a sua rota. Eu tenho o curso perfeito para você. Faça e depois conversamos. Ela era minha amiga, estava no comando da 2ª edição do seu Programa Recalculando a Rota, já havia rodado o mundo em busca de respostas e encontrou a si mesma quando se permitiu estar presente e aberta a uma nova realidade, onde estava desperta para o que o universo queria lhe mostrar e oferecer.

Ainda um pouco incrédula, abri a guarda e me inscrevi em seu curso. Entre condicionamentos de pensar que “santo de casa não faz milagres” (por ser uma amiga) e a crença de que curso online algum me faria mudar, resisti às tentações do meu ego e passei por cima do meu orgulho.

Foto de Daniel Luneli, da paradisíaca Praia Brava de Itajaí (SC), onde morávamos antes da mudança pra Suíça.

O curso começou. Já no primeiro momento, parecia que alguém havia girado uma chave no meu campo emocional. Onde eu anteriormente via nebulosidade, havia amorosidade. Onde eu respirava pesado, eu me sentia livre e leve. E a forma com que o curso acontecia, e as pessoas que eu conhecia ali naquele meio virtual, enchiam meu coração de paz, de amor. Eu mesma não conseguia mais reconhecer aqueles estados em que eu me encontrava, mas de uma coisa eu tinha certeza, era mais daquilo que eu queria. Estava com sede de mim mesma. De voltar a ser a Rafaela que eu sempre fui.

Estar presente transforma a vida. Escrever é estar compreender o presente que é viver.

E no decorrer desse processo de autoconhecimento, eu comecei a escrever. Sentia que o ato de colocar no papel alguns do episódios mais intensos, bonitos e conflitantes da minha vida, poderiam trazer mais consciência e entendimento. Eu precisava rever minhas experiências e vivencias com carinho, sem mais sentir aqueles medos e sensações que tive, e sim compreendendo que minha evolução só se deu dessa forma, com a conquista do meu discernimento em fazer escolhas, em seguir adiante e enfrentar qualquer desvio de rota. Os trajetos tortuosos estavam me levando ao caminho onde eu deveria chegar, e eu apenas conseguia enxergar essa preciosidade, colocando minhas emoções no papel. E como minha mente ainda estava agitada, parar para refletir, rever e reescrever minha história, era como uma meditação, uma verdadeira terapia. Dias atrás ouvi alguém comentando sobre aquela famosa posição que se vê em todas as fotos de meditação, onde os dedos se juntam como se fizéssemos a forma da sombra do coelho na parede. E é exatamente assim que seguramos o lápis e a caneta, ou seja, escrever é também uma forma de silenciarmos a mente e nos entregarmos à meditação, ou ao processo criativo. Isso é fantástico! E faz uma diferença absurda na vida!

Com tanta reflexão, cada passagem de episódios da minha vida se tornava revelador. Descobria ali atitudes e transformações riquíssimas que eu jamais havia percebido. Não me limitei às situações que eu julgava como ruins no passado. Eu quis dar uma nova forma de viver aqueles momentos, com leveza e gratidão. A arte de escrever liberta. E você não precisa ser artista para isso. Você precisa ser humano e ter vivido suas próprias experiências.

Benício desbravando com a amiga Ana Júlia. Uma amizade sem fronteiras.

Pode ser que você sofra novamente quando reescrever alguns intensos acontecimentos. Mas confia, a reflexão virá, e junto vem uma oportunidade incrível de perdoar, agradecer, ser solidário e pedir perdão por tudo aquilo que já viveu. Limpar essa má impressão e compreender o quão belo foi poder passar por isso e estar aí, firme e forte, preparado para o que tiver que ser, é uma grande revelação do nosso potencial, uma forma de resignificar o nosso eu interior. Se descobrir por inteiro, em qualquer sentimento.

Para mim, a escrita é uma bela forma terapêutica de que chegar mais próximo da cura emocional, rever os sentidos e os sentimentos. Sem contar que é um resgate da nossa mais tenra essência. A escrita faz parte de todo o desenvolvimento humano. Toda criança que vê um lápis e papel, tem como instinto rabiscar esse papel, mesmo quando não balbucia palavras e nem tampouco sabe o que está fazendo. Mas está intrínseco em nosso DNA.

Eu e ele, na aula de costura, apenas sendo normais!

Tem momentos em que tudo que você precisa é desabafar. Falar com alguém sobre algum pensamento que transita em sua mente. E por que não se abrir com você mesma? Escreva, converse consigo mesma. É uma forma de expressão sem julgamentos. Leia, não se importe com a gramática, e sim com a libertação emocional que esse simples ato irá te proporcionar.
Para mais poder nessa terapia de escrever, eu indico que conheça o Ho`oponopono, uma forma de resignificar recordações dolorosas que possam alimentar desiquilíbrios emocionais, e te trazer de volta para a consciência e gratidão, para uma melhor aceitação.

E chegará um momento em que, ao descrever sua jornada de vida e essa montanha russa de emoções, você descubra uma bela e inspiradora história, que foi e poderia ter escrita única e exclusivamente por você. Celebre. E se sentir vontade, compartilhe com quem te for adequado.

A liberdade está traduzida em milhares de formas, uma delas é de desnudar em palavras para vestir os sentimentos mais genuínos e fortalecedores!

Eu cheguei nesse momento e tenho em mãos uma bela recordação, um livro quase finalizado das passagens mais marcantes da minha existência nessa dimensão, e que em breve pretendo reverberar para as pessoas que me querem bem, e para quem mais desejar.

Falei tudo isso para te dizer: comece já a escrever. Permita-se 5, 10 minutos do seu dia. Esse tempo é só seu. E se quiser compartilhar comigo qualquer percepção sobre esse chamado, estou aqui.

Não sou especialista nem estudiosa desses temas, mas tenho muita vontade em auxiliar no desenvolvimento de lindos trabalhos com histórias reais e de amadurecimento pessoais!

Meu carinho a todos vocês!!!

 

 

Malas prontas!

Já arrumei mala para um fim de semana, já organizei a bagagem para ficar fora algumas semanas, já fiz viagens um pouco mais longas de mochila nas costas. Mas encarar uma jornada de nove meses, passando por vários países, na companhia de uma criança é a primeira vez. E aí, o que levar na mala?

A primeira coisa a ter em mente é que não podemos levar “a nossa casa nas costas”, e a maior parte das nossas roupas, acessórios, brinquedos e pertences pessoais vai ter que ficar guardadinha esperando o nosso retorno. Por outro lado, também temos que levar em consideração que é muito tempo fora e que, nesse período, vamos passar por todas as estações e condições climáticas. No México, por exemplo, que é a nossa primeira parada, um calor de 27°C em média nos aguarda. Menos de um mês depois, nos Estados Unidos, estamos nos preparando para mínimas de 0°C. Sem falar nas oscilações de temperatura que também enfrentaremos na Europa posteriormente. Tantas variações se traduzem para dentro de nossa mala como “de tudo um pouco”, desde roupas de banho para o verão às peças mais pesadas para o inverno.

Estamos levando uma mochila híbrida de 60 litros da Osprey – modelo Sojourn pesando 22kg, uma mochila de combate para carregar no dia a dia e uma mochila de brinquedos (essa é para o Benício “ajudar a carregar” a bagagem). Os brinquedos, além de distração, vão ajudá-lo a matar a saudade de casa com objetos significativos para ele. Confesso que essa seleção de brinquedos está sendo uma tarefa bem difícil! E o que também está pesando na mala são os quatro livros escolares para estudos do Ben durante a nossa jornada. Nesse período, o sistema de estudo dele será através do homeschooling (falarei sobre o assunto futuramente), por isso esse peso na bagagem é inevitável. Ah, e não podemos esquecer da farmacinha e dos equipamentos eletrônicos, que também ocupam bastante espaço, mas são essenciais.

Malas à parte, todo esse processo de organização está sendo muito positivo para nós dois. Apesar de arrumar e desarrumar a mala várias vezes, conseguimos praticar o desapego e separamos mais de 80% das nossas roupas para doação. Isso nos fez confirmar que precisamos de muito pouco para sermos felizes!

Agora que a bagagem está quase pronta (só faltam algumas coisinhas que vamos deixar para guardar no dia da viagem), o friozinho na barriga aumenta à medida em que a contagem regressiva vai se aproximando do fim. Falta pouco!

Perguntas que não precisam de respostas

Tem sido difícil compreender que algumas perguntas não necessariamente precisam de uma resposta, e que muitas vezes, você pede um sinal do Universo, a Deus, a qualquer força superior que você acredita e ama, e novas perguntas surgem aos seus olhos. Pode ser que à primeira vista elas pareçam casuais, mas se você estiver atento de que os sinais estão em qualquer situação, irá perceber que elas têm muito a te dizer.

Tem sido difícil compreender que algumas perguntas não necessariamente precisam de uma resposta, e que muitas vezes, você pede um sinal do Universo, a Deus, a qualquer força superior que você acredita e ama, e novas perguntas surgem aos seus olhos. Pode ser que à primeira vista elas pareçam casuais, mas se você estiver atento de que os sinais estão em qualquer situação, irá perceber que elas têm muito a te dizer.

Seguindo as últimas 2 postagens sobre questionamentos que te possibilitam refletir, introduzo aqui mais dez perguntas que vão mexer com seus pensamentos e sentimentos:

  1. Você prefere ser um gênio preocupado ou uma pessoa simples e alegre?
  2. Por que você está onde está?
  3. Você é o tipo de amigo que quer como amigo?
  4. O que é pior, quando um bom amigo se afasta, ou perder o contato com um bom amigo que mora bem perto de você?
  5. Qual a coisa pela qual você é mais agradecido na vida?
  6. Você prefere perder todas suas velhas memórias ou nunca ser capaz de fazer novas amizades?
  7. Será que é possível saber a verdade sem desafiá-la primeiro?
  8. Alguma vez o seu maior medo se tornou realidade?
  9. Você se lembra daquela vez cinco anos atrás, quando você estava extremamente chateado? Será que aquilo realmente importa agora?
  10. Qual é a sua memória mais feliz infância? O que a torna tão especial?

Pense nisso. Responda se quiser. Chore se precisar. Mas permita-se digerir essas frases “inocentes” que podem dizer muito sobre você.

Compartilhe com seus amigos. Pode ser que você traga a tão desejada resposta para alguma situação ou momento dessa pessoa.