Perrengues em Cancún #perrenguesdeviagem

Todo mundo que viaja espera que tudo saia perfeito. Comigo e com o Benício não é diferente. Sempre viajamos com o pensamento de que tudo vai dar certo e tentamos manter a vibração em alta, mas nem sempre as coisas saem conforme o planejado. Nessas horas, é preciso ter um pouco de jogo de cintura para enfrentar os contratempos e lembrar que não é o universo se voltando contra nós, é apenas uma forma de dizer que por trás daquela situação temos algo de importante para aprender.

Como a ideia do blog é compartilhar experiências, nada mais justo do que dividir as boas e as não tão boas assim. A intenção não é desanimar ninguém, e sim alertar as pessoas sobre possíveis adversidades que possam surgir no meio do caminho, como aconteceu conosco no México, bem no início da nossa aventura.

Parecia um prenúncio. Apesar do voo tranquilo de Bogotá para Cancún, passamos por umas nuvens bem carregadas que causaram uma turbulência que nos deixou assustados. Já cansados das mudanças de avião e de aeroportos, e desejando cair em cima de uma cama, passamos um tempão esperando as bagagens – e nada de liberarem! Nos deparamos com carros de polícia e cães farejadores procurando por algo alucinadamente nas malas, sem nada encontrarem. Malas enfim liberadas, hora de pegar um Uber para ir à casa que alugamos por uma noite.

Eu não havia pensando na possibilidade de não poder pegar um Uber (mais tarde eu viria a saber que a guerra entre taxistas e motoristas de Uber é bem complicada em Cancún). Naquele momento, tudo o que a gente queria era sair do aeroporto e ir para casa, então, depois de muita negociação, acabamos fechando com um táxi. Veio um cara muito estranho nos levar, e não era a mesma pessoa com quem havíamos conversado. Ele não fazia ideia de onde era o local indicado e eu pedi que ele colocasse no GPS ou Waze para chegar lá. Ele disse que odiava GPS e não tinha, me mandou usar o meu. O cara dava medo! Acabei habilitando a minha internet do Brasil (foram os R$ 25,00 mais bem pagos!) e fomos.

A tranquilidade de estar no hotel depois de uma noite de perrengues.

O local era sombrio, assustador. Eu e o Ben só rezávamos! Mas pior mesmo foi chegar na casa que alugamos pelo Booking.com, que era super bem avaliada por famílias no site. Como era perto do aeroporto e chegaríamos às 20h, eu tinha pensado em um lugar só pra dormir. Quando olhei para aquele lugar, a única palavra que passou pela minha mente foi “ferrou!”. Era o pior lugar em que já estivemos. Era, na verdade, um flat sujo e inacabado no meio de uma construção e mato. Falei pro Benício “Vamos subir e dar um jeito de chamar um Uber para ir embora”. Avisei ao dono do flat que ia levar as malas porque ia jantar com uns amigos (fictícios) que tinham um quarto livre, e se quiséssemos prolongar a noite ficaríamos por lá mesmo. Orientei o Ben para que ele confirmasse tudo o que eu falasse, porque sabe Deus o que poderia passar na cabeça daquele cidadão!

Foi uma busca insana para ver se o Uber ia naquele fim de mundo. Depois de muita apreensão – e tentando manter a calma para não passar pro Benício a dimensão da preocupação que eu estava sentindo – o Uber chegou! Eram 22h, e a motorista era uma mulher, que nos confidenciou que achou que não fosse sair viva daquele local. Graças às forças que regem o universo, chegamos no hotel sãos e salvos.

Autor: Mãe do Ben

Descobriu que é hora de levantar vôo, e agora carrega seu maior Ben nos braços, dando asas à felicidade rumo a viagens inesquecíveis mundo afora.

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