Novas experiências, novas sinapses

No Skydeck da Willis Tower, em Chicago. Experiência de alto nível – literalmente!

Uma das coisas que considero extremamente positiva numa viagem é a oportunidade de observar, aprender e vivenciar coisas novas a todo momento. Do ponto de vista puramente turístico, sem a necessidade ou a consciência de transformar a viagem em uma jornada de autoconhecimento, essas novas vivências por si só já são altamente benéficas (quem nunca falou ou ouviu alguém dizer que respirar novos ares revigora o espírito?). Só em estar em um ambiente diferente, vendo outras pessoas, experimentando novos sabores e fazendo coisas que normalmente não fazemos, cria uma atmosfera de positividade, dá aquela sensação gostosa de liberdade. Quando nos permitimos viver esses momentos com consciência e nos abrimos para criar novas sinapses, as experiências se tornam ainda mais intensas.

Mas o que são sinapses?

Nós percebemos a nossa realidade através de valores e crenças que absorvemos ao longo da vida. Temos cerca de 60 a 70 mil pensamentos por dia, mas o nosso cérebro se acomoda aos padrões já aprendidos, uma mente pré-condicionada a pensar e a se comportar de determinada maneira. Em meio a tantos pensamentos, acabamos nos prendendo às mesmas concepções e aos mesmos comportamentos de sempre por puro comodismo do cérebro. Ilustrando de forma simples, é como se os nossos neurônios fossem trabalhadores que executam a mesma tarefa todo santo dia, uma coisa que de tão repetitiva se torna automática. Quando mudamos o nosso padrão de pensamento ou vivenciamos novas experiências, os neurônios despertam e dizem “opa, isso aí é novidade!”, e criam novas conexões com outros neurônios. É esse vínculo que chamamos de sinapses – ou conexões sinápticas.

Quando aprendemos algo novo ou vivenciamos coisas diferentes, estamos realizando novas sinapses, e cada conexão ajuda a ampliar nosso campo de visão e dar novos estímulos ao cérebro. É essencial, no entanto, que a gente continue a exercitar esses estímulos para expandir os pensamentos, que nos levam a novas escolhas, novas experiências e mudanças no comportamento.

Novas sinapses na viagem

Não é preciso viajar para criar novas sinapses, mas só o fato de estarmos em um lugar diferente, absorvendo informações inéditas ao nosso cérebro, já é um grande estímulo. As experiências que o universo nos oferece são ilimitadas, e eu e o Benício temos buscado aproveitá-las ao máximo durante essa jornada.

Um dos novos conhecimentos para os quais o Ben se abriu foi o de manusear uma máquina de costura durante a nossa estadia em Newton (em Massachusetts, nos EUA, pertinho de Boston). De início ele ficou um pouco receoso, dentro daquela crença limitante de que costurar é “coisa de menina”, mas depois a empolgação tomou conta e ele produziu sua própria Póke Ball e uma almofada com a inicial do nome. A experiência foi tão positiva que no mesmo dia, antes de dormir, ele perguntou se poderíamos ter uma máquina de costura em casa para o caso de alguma roupa ou almofada rasgar.

Ainda temos bastante chão pela frente durante essa viagem, e essa perspectiva de novos aprendizados é um dos combustíveis que nos move e nos ajuda a seguir adiante.

Autor: Mãe do Ben

Descobriu que é hora de levantar vôo, e agora carrega seu maior Ben nos braços, dando asas à felicidade rumo a viagens inesquecíveis mundo afora.

2 pensamentos em “Novas experiências, novas sinapses”

  1. Oi , quando começou o seu planejamento me bateu uma louca vontade de fazer a mesma coisa com a minha filha, a primeira coisa que senti foi medo, afinal 1 ano fora vivenciando vários países é complicado. Com o passar dos meses da sua viagem, fui percebendo que em um certo momento vc percebeu que a sua busca não fazia sentido. (Se eu estiver errada por favor me corrija), em um post vc publicou a sua viagem quando era uma adolescente entrando na fase adulta, talvez, aquela sensação tenha ficado em sua memória e quis ir em busca. Ao longo da viagem, em algum momento pude perceber que não era aquilo que foi buscar, mas em contra partida encontrou o que realmente era importante a família. Percebi que vai estabelecer um ponto final na cidade do seu marido, com escola, rotina e vínculos de amizade. O que tirei da sua experiência é que um ano de sabatina apenas eu e ela não será tão mágico como imaginei. Então eu desisti ;( creio que essa experiência seja válida quando ela tiver uma idade capaz de buscar isso, na sua adolescência entrando na idade adulta, com seus amigos que tbem buscará conhecer o mundo. Acho que vc me demonstrou que o certo é ter essa rotina, casa, escola, amigos e que tudo tem o seu tempo certo. Agradeço de mais, sua experiência fez com que eu colocasse os meus pés no chão, vamos sair de férias e curtir as cidades turisticamente e voltar ao nosso ninho, vou me planejar fazer essa viagem quando ela estiver maior, e incentiva-lá no momento certo. Obrigado por compartilhar

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